quinta-feira, maio 17, 2007

O caso Madeleine tem-me feito repensar uma serie de ideias que tomava como certas, nomeadamente quanto ao proposito e finalidade de um sistema penal.
Continuo a achar que tendencialmente se deve oferecer a qualquer criminoso ou infractor uma segunda oportunidade e que a justica nao deve servir para exercer uma vinganca por procuracao em nome das vitimas, mas o que fazer quando alguem comete um crime tao atroz? Nao tera nesse caso o estado a obrigacao de garantir que a comunidade nunca mais seja exposta ao risco de uma reincidencia? Mesmo sendo uma serie de comportamentos o resultado de patologias psiquiatricas e sociais, nao tem a maioria que ser protegida de uma minoria profundamente disfuncional e potencialmente perigosa?
A metafora e crua e dura, mas nao tera um cao raivoso que ser abatido mesmo nao sendo culpado da sua doenca? Com isto nao pretendo fazer a apologia da pena de morte, entenda-se, mas as alternativas apresentadas pelo sistema penal portugues parecem-me ineficazes em casos como este.

2 Comments:

At 11:33 da manhã, Blogger MetisAlfa said...

Bom, acho q ate se saber quem e pq raptou a menina e complicado especular... E espero msm q nao estejas a defender a pena de morte! Mas concordo q alguns crimes deveriam ser punidos com prisao perpetua, real, nao no papel. Ha comportamentos que nao sao passiveis de reinsercao social e q pela sua monstruosidade nao permitem q os perpetuadores sejam libertados...

 
At 12:22 da tarde, Blogger Joana said...

Nao estou a defender a pena de morte, mas quer em Portugal quer no Reino Unido alguem que premedita cuidadosamente um crime violento ou tortura com requintes de crueldade pode estar fora da prisao ao fim de 15 anos.Outro dia ouvi uma descrcao do que se pode ver em pornografia hardcore e pedofila e fiquei horroszada.
Por muito que uma suposta avaliacao psicologica diga que essas pessoas estao regeneradas e jamais fariam mal a uma mosca, e muito arriscado voltar a liberta-las-sobretudo no Reino Unido em que as autoridades sao especialmente boas a perder-lhes o rasto e a exporta-las para o estrangeiro(nao posso comentar a situacao portuguesa, porque nao a conheco)

 

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