sexta-feira, março 10, 2006

NA VERDADE ESPERO QUE O TEU ENCONTRO CORRA DE MAL A PIOR!

Um amigo meu organizou um jantar de aniversario e convidou varios amigos, entre os quais uma certa senhora que acabou de ser relegada ao estatuto de colega de trabalho. De manha cruzei-me com a sobrecitada no corredor e disse-lhe qualquer coisa como "Entao vemo-nos logo na festa do Matt!" ao que ela respondeu "Ah, nao vou! Um gajo em que eu ando interessada convidou-me ontem para sair...", e convem acrescentar que nem se preocupou em avisar o aniversariante que nao vai por os pes na festa. Eu fiz o meu sorriso mais gracioso e desejei-lhe boa sorte, mas na verdade devia ter-lhe rogado uma praga druidica que implicasse verrugas genitais. Estou arrependida de nao o ter feito.
E o que eu digo, o Sex and the City, Desperate Housewifes e a Chick Lit,(comeco a pensar que Chick neste caso tem como etimo chicken), trazem muitos males ao mundo e o pior dos quais foi convencer algumas mulheres que e aceitavel comportarem-se como tontinhas sem coluna vertebral e sem maneiras so porque ha "gajos" metidos ao barulho. Nao e aceitavel,nunca foi e nunca sera!
Entristece-me que haja livros escritos por mulheres em que elas sao retratadas como sendo criaturas que nada valem a nao ser que estejam debaixo da asa se um homem.Por muito que argumentem dizendo que muitas autoras escrevem num estilo ironico e pos-moderno, este tipo de literatura baseia-se quase sempre num estereotipo castrador: que independentemente do valor e capacidades individuais de uma mulher, a sua vida so estara completa ao lado de um homem .

11 Comments:

At 10:36 da tarde, Blogger Patrícia said...

Olha lá, onde é que eu assino??
Acho que tens toda a razão, e até acho que a maioria das mulheres que chega a uma certa idade tem tanto medo de estar sozinhas que acabam com quem lhes aparecer pela frente, mesmo que sejam pessoas que elas poriam na categoria "é pá é que este gajo é MESMO estúpido".
Se bem que também conheço algumas que se estão positivamente marimbando, mas estas são sem dúvida a minoria.
A verdade é que talvez estaja a falar de boca cheia... não passei/ estou a passar por essa fase sozinha por isso...

Mas Joana eu gosto de ver o Sex & the city...

 
At 12:18 da manhã, Blogger Joana said...

o meu problema nao e tanto com o the sex and the city, e mais com a glamorizacao que comecou a ser feita em torno das personagens que a principio era suposto serem satiricas-e pior ainda e o caso do Desperate Housewifes.

 
At 1:00 da tarde, Blogger ana said...

Enmbora não pratique chicklit, acho que estás a extrapolar um bocadinho. Do caso da tua conhecida até à responsabilização da chicklit por todas as variantes da estupidez feminina é um grande salto. O que a tua conhecida fez é um acto de má educação passível de ser igualmente praticado por um homem. Quanto às séries de que falas, acho-as completamente diferentes entre si. As garinas do Sex pelo menos são todas mulheres de carreira, coisa que nenhuma das da outra série é. Eu acho a série divertida e com o mérito de trazer à luz do dia questões sexuais que eram tabu, como os vibradores, por exemplo. Chiklit e chickflicks sempre houve, antes das actuais estavam ao nível da literatura de cordel, mas sempre houve. Era fantástico que uma corrente literária tivesse o poder de influenciar o comportamento de toda uma fatia da população, mas duvido que isso aconteça. Quanto à questão da dependência emocional dos homens e do medo da solidão, compreendo-a perfeitamente; percebo a tua reprovação, mas passei anos e anos de solidão e todos os dias dou graças pelo que tenho, porque foram os anos mais infelizes da minha vida, e não voltaria a atravessá-los nem por toda a ausência de celulite do mundo.

 
At 4:17 da tarde, Blogger Joana said...

a extrapolacao da chick lit ser culpada de toda a estupidez e ma criacao era uma piada. claro que um genero de leitura nao afecta o comportamento de ninguem a esse ponto-pelo menos desde a idade media.
mas mesmo o sex and the city, que as senhoras sao mulheres de carreira e coisa e tal, e apenas acessorio-faz parte do glamour das personagens mas nao influencia muito o comportamneto delas. Ainda torna a serie piorzita, na minha opiniao-mesmo sendo mulheres de carreira sao todas emocionalmente dependentes excepto talvez a Samantha. O que e que e relevante na historia da Carrie, ela ser uma jornalista ou a historieta do mr Big? quem e que no fim de tudo e a pessoa feliz e realizada? A Charlotte. Acaba por ir tudo dar ao mesmo....
Eu nao me vou por aqui a pregar que uma ou varias relacoes com homens/mulheres nao e bom. E Optimo.
Mas ja viste algum homem com crises existenciais por ter 35 e nao ter namorada/mulher? Existe o conceito de encalhada aplicado a homens?Eu acho que estas angustias, embora reais, sao de origem cultural e este tipo de livros e serie tambem ajuda a cria-las. imagina so que no sex and the city a Carrie mandava o big a merda e que fosse gozar com outra parva, isso sim era uma mensagem positiva

 
At 4:53 da tarde, Blogger ana said...

Mas ja viste algum homem com crises existenciais por ter 35 e nao ter namorada/mulher? Existe o conceito de encalhada aplicado a homens?

Sim, por acaso já vi vários. E, quanto a homens encalhados, mesmo que o conceito não seja vocalizado, são uma realidade quiçá mais aguda do que a das mulheres. Por acaso até acho que a dependência emocional é maior nos homens em relação às mulheres do que o contrário. E a prova disso está no comportamento e na esperança de vida das viúvas. Uma vez vi uma assistente social descrever os idosos (homens) viúvos como 'pássaros de asas partidas'. Em relação ao Sexo e a Cidade: não me parece que a Charlotte seja de modo algum a mais realizada delas, parece-me até a mais infeliz, juntamente com a Samantha. Aliás, nunca me passou pela cabeça que aquelas personagens fossem mulheres a sério, são demasiado 'tipadas', e, se o não fossem a série não seria de comédia. Se a série fosse sobre a coluna jornalística da Carrie seria uma seca insuportável. A personagem da Carrie parece-me de longe a mais improvável de todas, e, na última série, estava à beira de atirar um sapato ao écrã sempre que ela aparecia, mas não dou assim tanta importância àquilo. E acho que me inscrevi aí algures no ring do livro, mas desconfio que não chego ao fim. Por fastio, não por repugnância.

 
At 5:04 da tarde, Blogger Joana said...

A dependencia emocional e outras dos homens existe mas e diferente, e esse caso do viuvos que fala e bem prova disso. Nisso nao podemos estar mais de acordo.
Mas ao contrario da dependencia emocional feminina nao e glamourizada ou mediatizada, pelo menos desde o seculo XIX. La esta a esterotipacao cultural outra vez a fazer das suas.
Eu tambem sempre achei as mulheres do sexo e a cidade,Allyes Mac Beals, Friends e que tais caricaturas, mas infelizmente nao me parece que esta leitura seja generalizada. Eu vivi com raparigas que viam essas series religiosamente e que olhavam para aquelas personagens como algo a que aspirar...

 
At 5:38 da tarde, Blogger ana said...

Bem, nós quando aspiramos, aspiramos sempre a arquétipos. Depois a vida encarrega-se de nos limar as aspirações, na maior parte dos casos felizmente. ;-) E isso é especilmente verdade quando os arquétipos têm origens americanas, a cultura mais maniqueista e destituída de nunces que existe. É por isso que os americanos sofrem decepções brutais quando descobrem o resto do mundo (aka vida real). As mullheres que se guiam pelos padrões de comportamento dessas heróínas também dão com os burrinhos na água de certeza... ;-)

 
At 6:15 da tarde, Blogger papalagui said...

Em relação aos homens encalhados, deixem-me contar uma para desanuviar. O H. foi entregar um convite para o nosso casamento à senhoria da casa para onde iríamos morar, a mulher chorou baba e ranho por causa do desgosto que tinha por o filho estar encalhado. Eu ri-me a perder, ainda hoje me rio. O rapaz devia ter uns trinta anos, tinham montes de dinheiro e casas e a mulher não entendia como se pode recusar um partido daqueles. Claro que quando as candidatas conheciam a suposta futura sogra fugiam a sete pés. Bem, não foram ao nosso casamento porque ela tinha feito uma promessa, só voltava a ir a casamentos quando o filho se casasse.

Quanto a essa tua conhecida, acho que é falkta de respeito e consideração pelos outros. Infelizmente conheço algumas pessoas assim, acho que só olham para o seu umbigo.

 
At 8:41 da tarde, Blogger neptumância said...

passava por ela na rua, ainda teenager, e fazia-me uma certa confusão ouvi-la falar, sempre bastante alto para que toda a gente a pudesse ouvir. atirava piropos a todos os rapazes que os deixava corados. eu ao ouvir aquilo, pensava que realmente os tempos estavam a mudar.
três ou quatro anos depois:
entrou com o marido, penso eu, no self-service. ele sentou-se de imediato a uma mesa ficando a ver televisão. ela foi ver o que havia, veio dizer-lhe, ele escolheu, ela foi buscar. durante a refeição ela tentou falar com ele mas ele raramente tirou os olhos da televisão. ele resolveu querer uma sobremesa, ela foi buscar a sobremesa e depois o café.
no fim ela levantou-se e ajeitou-lhe o caso sempre com um grande sorriso.
ela não terá mais de 20, ele terá pouco mais.

 
At 8:49 da tarde, Blogger neptumância said...

o teu post fez-me lembrar esta história.
vivo perto de uma escola secundária e continuo a cruzar-me muitas vezes com as adolescentes que cada vez mais se "querem afirmar"...

 
At 6:58 da tarde, Blogger INDIGENTE ANDRAJOSO said...

feliz ou infelizmente isto da tudo para os dois lados, tanto homens como mulheres... e em todo o lado ha pessoas de todo o tipo... podemos ficar irritados mas é mesmo assim

 

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